A Vida Cotidiana e a Internet das Coisas

O que vem a ser Internet das Coisas? De onde vem esta expressão? Assista o vídeo e confira.

Trata-se de uma tradução literal da língua inglesa: Internet of Things. Quando falamos de Internet das Coisas, falamos de todos os objetos que fazem parte da nossa vida, como televisores, rádios, relógios, carros, máquinas que estão conectadas à internet. Veja uma televisão moderna, que hoje acessa o YouTube ou o NetFlix. Os carros mais novos já possuem conexão com a internet e dão acesso a sistemas de navegação, de música, de tv. Já existe um tipo de tecnologia chamada de vestível: é aquela que fica em contato com a pele humana e podemos imaginar a riqueza de informações que ela pode transmitir.

Para que a vida cotidiana sofresse intervenções de tal monta, a infraestrutura urbana e residencial foi sendo equipada por sensores e atuadores que permitem o monitoramento das pessoas, ambientes e objetos. Esta infraestrutura permite o rastreamento e o controle através de uma rede de dados e computadores.

Hoje, mais de nove bilhões de dispositivos em todo o mundo estão conectados à Internet. A generalização da Internet das Coisas na vida cotidiana levará tempo, até porque depende da distribuição de renda, mas as melhorias que têm ocorrido nos sensores miniaturizados e o crescimento das redes sem fio estão acelerando a conexão de pessoas e coisas à internet.

Os pais podem monitorar os seus bebês em qualquer local que estejam se estiverem conectados à internet. Os equipamentos monitoram os sons emitidos pelo bebê, seus movimentos ao dormir, sua respiração, a posição do corpo, a temperatura da pele, tudo em tempo real.

Já existe o monitoramento para pessoas idosas desacompanhadas. São sensores sem fio, colocados em diversos pontos da casa, acionados quando o idoso interrompe, por qualquer motivo, sua rotina diária. Esta interrupção é transmitida para o responsável pelo monitoramento à distância.

A Universidade de Kanazawa no Japão montou um apartamento-modelo que faz um acompanhamento sofisticado do idoso, sua saúde é monitorada o tempo todo. A banheira, por exemplo, possui um aparelho de eletrocardiograma. O exame é realizado ao se colocar as duas mãos na água e o resultado é enviado imediatamente ao médico. Ao evacuar ou urinar, vários exames poderão ser analisados pelo próprio vaso sanitário. Se algum resultado apresentar problema, o exame é enviado ao médico via internet.

Isso permitirá ao médico descobrir doenças aos primeiros sintomas. Já existem voluntários no Japão morando em casas inteligentes adaptadas com esses sistemas de monitoramento. Essa tecnologia trará uma enorme diferença na vida das pessoas com doenças crônicas e que tem condição de ter acesso a este fantástico mundo novo.

É muito amplo o leque no qual a Internet das Coisas começa a aparecer. A automação dos edifícios, o setor de energia, as redes de TI, o sistema de saúde, a produção industrial, o sistema de transportes, as vendas, o sistema de segurança público e privado.

Como qualquer tecnologia inovadora, a Internet das Coisas tem o potencial de melhorar muito a vida, os locais de trabalho e a eficiência da produção. Ocorrerá também a ampliação de fraudes, mesmo que os sistemas de segurança crescem na mesma proporção.

Devemos apontar um problema grave: haverá a eliminação da vida privada. O romance escrito pelo inglês George Orwell, 1984, uma ficção científica sombria, ou Fahrenheit 451, outra ficção terrível, já foram superados. A vida privada, uma conquista do capitalismo, componente fundamental da vida humana como a conhecemos, desaparecerá. O que virá no lugar?

 

 

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