Av. Alan Turing, nº 805 - Barão Geraldo – Campinas

A Crise Social Pré-pandemia (2015-2019) Parte 3 – Emprego E Desemprego Juvenil: O Quadro Nacional

Waldir Quadros[1]

 

Apresentação

Este é o terceiro texto de uma série, focado nos jovens de 14 a 24 anos. Tal como nos anteriores, a abordagem é eminentemente descritiva, podendo ser desdobrada e aprofundada em monografias e artigos.

Em 2019 os jovens englobam 16,7% da população, 14,2% das pessoas ocupadas e 39,7% das pessoas desocupadas, evidenciando uma presença largamente desproporcional no desemprego.

 

1. Evolução da população juvenil

 

Observando a Tabela 1, destaca-se de imediato a queda contínua da participação juvenil no conjunto da população, fruto da redução da natalidade.

As menores taxas de natalidade configuram um dos aspectos centrais da evolução demográfica contemporânea, que decorre fundamentalmente do avanço da participação feminina no mercado de trabalho e na educação.

  De 2012 a 2019 a redução absoluta foi da ordem de 2 milhões de jovens.

 

Tabela 1: BRASIL- POPULAÇÃO DE 14 a 24 ANOS

ANOS Nº (mil) % do Total
2019 34.936 16,7
2018 35.581 17,1
2017 36.344 17,6
2016 36.177 17,7
2015 36.447 18,0
2014 36.253 18,0
2013 36.630 18,4
2012 36.905 18,7

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

Neste período, a porcentagem de mulheres no conjunto da população ficou na faixa dos 52%. A tabela 2 apresenta a população feminina de 14 a 24 anos e sua participação no total das mulheres, que passa de 18% em 2012 para 16% em 2019. Como vimos anteriormente, esta queda reproduz o comportamento do conjunto dos jovens.

 

Tabela 2: BRASIL- POPULAÇÃO FEMININA DE 14 a 24 ANOS

ANOS

Nº (mil) % das mulheres
2019 17.272 15,9
2018 17.374 16,2
2017 17.926 16,8
2016 17.677 16,8
2015 18.055 17,3
2014 17.913 17,3
2013 18.186 17,7
2012 18.266

17,9

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  A Tabela 3 apresenta os mesmos dados para a população juvenil masculina, com igual evolução.

 

Tabela 3: BRASIL- POPULAÇÃO MASCULINA DE 14 a 24 ANOS

ANOS Nº (mil) % dos homens
2019 17.664 17,5
2018 18.207 18,1
2017 18.418 18,5
2016 18.501 18,7
2015 18.392 18,7
2014 18.341 18,8
2013 18.444 19,1
2012 18.639 19,5

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  A população de cor preta ou parda, segundo a classificação do IBGE, passa de 53% da população total em 2012, para 56% em 2019.

  A tabela 4 apresenta a população juvenil de pretos e pardos e sua porcentagem no total das pessoas deste segmento, que passa de 20% em 2012 para 18% em 2019. E também a participação dos jovens pretos e pardos no total dos jovens, que avança de 57% em 2012 para 61% em 2019.

  É importante mencionar que este avanço, além da evolução demográfica, deve ter sido bastante influenciado por razões comportamentais, no âmbito da afirmação negra, bem como pela política de cotas e demais ações afirmativas. Sem dúvida, elas devem impactar significativamente a declaração da cor/raça em inquéritos domiciliares.

 

Tabela 4: BRASIL- POPULAÇÃO DE PRETOS E PARDOS DE 14 a 24 ANOS

ANOS Nº (mil) % dos pretos e pardos % do total de jovens
2019 21.320 18,1 61,0
2018 21.715 18,7 61,0
2017 21.955 19,2 60,4
2016 21.578 19,3 59,6
2015 21.176 19,4 58,1
2014 20.888 19,6 57,6
2013 21.071 19,9 57,5
2012 20.899 20,1 56,6

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

2. Evolução do desemprego juvenil

 

  Como sabemos, o desemprego cresceu muito com a crise, passando de 7 milhões de pessoas em 2012 para 12,5 milhões em 2019.

  Entre os desempregados, as mulheres são a maioria como é apresentado na Tabela 5. Em 2012 atingiam 53,4% do total de pessoas desempregadas, caindo de 2015 a 2018 e alcançando 54,5% em 2019.

 

Tabela 5: BRASIL- DESEMPREGO FEMININO

ANOS Nº (mil) % do Total
2019 6.802 54,5
2018 6.474 51,2
2017 6.748 51,7
2016 5.899 50,0
2015 4.592 51,8
2014 3.640 53,3
2013 3.846 54,6
2012 3.756 53,4

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  Entre os jovens o desemprego passa de 3 milhões para 5 milhões, reduzindo de 44% para 40% sua ainda muito elevada participação no total dos desempregados, como se verifica na Tabela 6.

 

Tabela 6: BRASIL- DESEMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS

ANOS Nº (mil) % do Total
2019 4.957 39,7
2018 5.100 40,4
2017 5.320 40,7
2016 4.951 42,0
2015 3.770 42,6
2014 2.909 42,6
2013 3.071 43,6
2012 3.069 43,6

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

Entre os desempregados jovens as mulheres também são maioria, exceto em 2018, como se apresenta na Tabela 7.

 

Tabela 7: BRASIL- DESEMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS

ANOS % feminino % masculino
2019 52,6 47,4
2018 49,0 51,0
2017 51,1 48,9
2016 49,6 50,4
2015 51,3 48,7
2014 52,2 47,8
2013 53,4 46,6
2012 51,2 48,8

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  A participação das pessoas de cor preta ou parda no total de desempregados avança de 60% em 2012 para 65% em 2019, passando de 4 milhões para 8 milhões.

  Refletindo a evolução demográfica, a participação dos jovens no total dos desempregados pretos ou pardos no período analisado recua de 44,5% para 40%, como é apresentado na Tabela 8.

 

Tabela 8: BRASIL- DESEMPREGADOS PRETOS E PARDOS DE 14 a 24 ANOS

ANOS Nº (mil) % do Total de Pretos e Pardos
2019 3.225.365 39,9
2018 3.323.756 40,9
2017 3.424.170 41,2
2016 3.166.940 43,0
2015 2.341.067 43,2
2014 1.796.111 43,3
2013 1.933.577 44,7
2012 1.875.262 44,5

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  Apresentamos a seguir a origem social dos jovens desempregados.

  Na Tabela 9, com a participação de cada camada social, verifica-se que a maior parcela se encontra em famílias da Baixa Classe Média que, rigorosamente, são melhor classificados como “pobres intermediários”. Se acrescentarmos os Pobres da massa trabalhadora e os Miseráveis, temos que em 2015 a parcela de vulneráveis engloba 84% dos jovens desempregados e 82% em 2019.

 

Tabela 9: BRASIL – AGREGAÇÃO FAMILIAR – DESEMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS (Em %)

Anos Alta Classe Média Média Classe Média Baixa Classe Média Pobres Miseráveis TOTAL
2019 5,2 12,4 42,4 26,0 14,0 100,0
2018 4,6 11,2 42,3 28,4 13,5 100,0
2017 3,9 12,2 43,4 27,2 13,2 100,0
2016 3,9 11,1 43,8 28,8 12,3 100,0
2015 4,5 11,4 47,4 26,1 10,5 100,0
2014 5,1 12,0 46,6 27,1 9,1 100,0
2013 3,5 11,1 46,0 29,1 10,3 100,0
2012 5,5 11,6 42,8 29,7 10,4 100,0

 Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

  Os dados absolutos da Tabela 10 apontam para 3,2 milhões de jovens em famílias vulneráveis em 2015 e 4,1 milhões em 2019.

 

Tabela 10: BRASIL – AGREGAÇÃO FAMILIAR – DESEMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS (Em mil pessoas)

Ano Alta Classe Média Média Classe Média Baixa Classe Média Pobres Miseráveis TOTAL
2019 258 613 2.104 1.287 695 4.957
2018 234 569 2.159 1.448 689 5.100
2017 210 650 2.310 1.449 701 5.320
2016 194 550 2.171 1.426 610 4.951
2015 170 431 1.788 983 398 3.770
2014 150 349 1.357 788 266 2.909
2013 108 341 1.411 895 315 3.071
2012 169 356 1.313 913 318 3.069

 Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

  Para concluir apresentamos nas Tabelas 11 e 12 a escolaridade dos jovens desempregados de 20 a 24 anos.

  Para não sobrecarregar a exposição selecionamos os níveis mais avançados de escolaridade, que envolvem 61% destes jovens em 2012 e 69% em 2019, indicando o avanço do desemprego entre os mais escolarizados.

  Como se verifica, o nível predominante é o Médio Completo, porém em 2019 21% tinham ingressado ou completado o Nível Superior.

 

Tabela 11: BRASIL – ESCOLARIDADE – DESEMPREGADOS DE 20 a 24 ANOS (Em %)

Anos Médio comp. Superior incomp. Superior comp. SUB TOTAL
2019 48,0 13,7 7,1 68,8
2018 46,0 13,7 6,5 66,2
2017 44,8 13,5 5,9 64,3
2016 46,3 12,7 5,8 64,8
2015 44,0 13,4 6,4 63,7
2014 45,4 11,0 5,4 61,8
2013 44,9 10,5 5,5 60,9
2012 46,1 10,5 4,6 61,2

Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

Tabela 12: BRASIL – ESCOLARIDADE – DESEMPREGADOS DE 20 a 24 ANOS (Em mil pessoas)

Ano Médio comp. Superior incomp. Superior comp. SUB TOTAL TOTAL
2019 1.253 359 185 1.797 2.611
2018 1.217 363 172 1.752 2.645
2017 1.225 369 163 1.757 2.734
2016 1.155 317 145 1.618 2.496
2015 849 258 123 1.231 1.932
2014 675 163 81 919 1.488
2013 706 164 86 956 1.570
2012 698 160 70 927 1.515

 Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

3. Evolução do emprego juvenil

 

  Como se observa na Tabela 13, os jovens vão perdendo participação no total de empregados ao longo do período analisado, caindo de 18% em 2012 para 14% em 2019.

 

Tabela 13: BRASIL- EMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS

ANOS Nº (mil) % do emprego total
2019 13.457 14,2
2018 13.275 14,4
2017 13.624 15,0
2016 13.184 14,5
2015 14.880 16,1
2014 15.239 16,6
2013 15.883 17,5
2012 16.251 18,2

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  Os dados da Tabela 14 revelam um constante predomínio masculino entre os jovens empregados.

 

Tabela 14: BRASIL – EMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS

ANOS % feminino % masculino
2019 41,0 59,0
2018 40,9 59,1
2017 41,0 59,0
2016 40,8 59,2
2015 40,4 59,6
2014 40,6 59,4
2013 40,9 59,1
2012 40,3 59,7

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  Como era de se esperar, verifica-se na Tabela 15 que a maior parte destes jovens estão entre os Pobres e na Baixa Casse Média, as duas camadas somando 72% em 2012 e 71% em 2019. Se acrescentarmos os Miseráveis, chegamos neste último ano a 91% dos jovens empregados que se encontram em situação de vulnerabilidade.

  Merece menção a relativamente elevada participação daqueles denominados Ignorados, que são jovens que não declaram seus rendimentos, provavelmente por não ter uma renda regular ou porque elas são irrisórias. Esta situação é diferente daquela em que declaram rendimentos nulos. Neste caso são classificados como Miseráveis.

 

Tabela 15: BRASIL – ESTRATIFICAÇÃO DOS EMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS (em %)

Anos Alta Classe Média Média Classe Média Baixa Classe Média Pobres Miseráveis Ignorados TOTAL
2019 0,3 2,9 34,9 36,2 19,7 6,0 100,0
2018 0,3 2,6 33,1 37,4 20,4 6,1 100,0
2017 0,4 2,5 32,8 37,9 20,1 6,4 100,0
2016 0,3 2,6 30,3 41,8 18,6 6,5 100,0
2015 0,4 2,8 34,6 38,9 16,6 6,7 100,0
2014 0,5 2,5 37,3 37,0 16,1 6,6 100,0
2013 0,5 2,7 32,9 39,8 17,4 6,6 100,0
2012 0,5 3,5 33,2 39,0 16,9 6,9 100,0

      Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

Tabela 16: BRASIL – EMPREGADOS MASCULINOS DE 14 a 24 ANOS (em %)

Anos Alta Classe Média Média Classe Média Baixa Classe Média Pobres Miseráveis Ignorados TOTAL
2019 72,9 63,3 62,9 57,6 52,5 64,4 100,0
2018 64,0 63,6 61,8 58,8 54,1 61,6 100,0
2017 73,2 67,6 63,4 57,7 52,6 61,1 100,0
2016 75,2 66,9 63,6 57,0 54,6 62,8 100,0
2015 75,6 71,3 64,5 56,5 52,2 65,3 100,0
2014 75,4 66,8 63,6 56,1 52,9 65,7 100,0
2013 72,2 66,9 64,1 56,1 51,4 67,8 100,0
2012 68,0 64,4 65,6 57,4 50,4 64,1 100,0

Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

  Verifica-se pela Tabela 16 acima o predomínio dos jovens empregados masculinos em todas as camadas sociais. Entretanto, também é expressiva a participação das meninas entre os Pobres e Miseráveis.

  Examinando a diferenciação por raça, a Tabela 17 revela o predomínio dos jovens pretos ou pardos, que avança nos anos mais recentes de agravamento da crise econômica, com a correspondente retração relativa das meninas.

 

Tabela 17: BRASIL – EMPREGADOS MASCULINOS PRETOS E PARDOS DE 14 a 24 ANOS

ANOS %
2019 58,5
2018 57,8
2017 57,7
2016 56,5
2015 55,8
2014 55,4
2013 54,7
2012 53,6

Fonte: IBGE – PNAD Contínua anual

 

  Por fim, a Tabela 18 apresenta a estratificação dos jovens empregados pretos ou pardos. Como esperado, verifica-se uma maior presença nas camadas inferiores. São irrisórias suas participações na Alta e Média Classe Média.

 

Tabela 18: BRASIL – EMPREGADOS PRETOS E PARDOS DE 14 a 24 ANOS (em %)

Anos Alta Classe Média Média Classe Média Baixa Classe Média Pobres Miseráveis Ignorados TOTAL
2019 0,2 1,7 29,8 38,1 23,6 6,6 100,0
2018 0,2 1,6 27,1 40,0 24,5 6,6 100,0
2017 0,2 1,5 27,0 40,1 24,4 6,8 100,0
2016 0,1 1,5 24,7 43,8 22,5 7,3 100,0
2015 0,2 1,5 28,4 41,8 20,4 7,6 100,0
2014 0,3 1,6 31,0 39,8 19,9 7,4 100,0
2013 0,3 1,6 26,4 42,6 21,5 7,5 100,0
2012 0,2 2,0 26,5 42,2 21,4 7,7 100,0

  Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

4.A situação ocupacional dos jovens empregados

 

  Vamos examinar agora onde trabalham estes jovens que, como já vimos, na sua imensa maioria encontram-se nas camadas populares.

A Tabela 14 revela que o Comércio é a principal atividade que gera oportunidades para jovens, com participação praticamente inalterada em 2014 e 2019. O segundo lugar fica com a Indústria de Transformação, seguida pela Agricultura, ambas com retração em suas participações. As outras atividades apresentam leve expansão, com destaque para a Construção Civil.

 

Tabela 19: BRASIL – ATIVIDADES DOS EMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS

ATIVIDADES 2014 2019
Nº (mil) % Nº (mil) %
Comércio 3.998 26,2 3.552 26,4
Indústria de Transformação 2.318 15,2 1.706 12,7
Agricultura e afins 1.516 10,0 1.197 8,9
Construção Civil 1.139 7,5 1.042 7,7
Alojamento e Alimentação 814 5,3 753 5,6
Serviços Domésticos 720 4,7 704 5,2
Outros Serviços 666 4,4 643 4,8
SUB TOTAL 11.171 73,3 9.596 71,3
TOTAL 15.239 100,0 13.457 100,0

Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

Com os dados da Tabela 15 observamos que em sua imensa maioria estes jovens encontram-se na situação de assalariados, formais ou informais, ainda que avancem os Autônomos.

 

Tabela 20: BRASIL –ESTRUTURA OCUPACIONAL DOS EMPREGADOS DE 14 a 24 ANOS

Descrição 2014 2019
% %
“Colarinhos Brancos” Assalariados 4.641 30,5 3.981 29,6
Trabalhadores Assalariados 6.527 42,8 5.612 41,7
Trabalhadores Autônomos 1.211 7,9 1.504 11,2
Sub Total 12.379 81,2 11.097 82,5
Total 15.239 100,0 13.457 100,0

  Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

  Para encerrar, vamos agora examinar as funções desempenhadas por estes jovens, separando as faixas etárias de 14 a 19 anos, na Tabela 16, e de 20 a 24 anos, na Tabela 17.

  A Tabela 16 indica uma grande dispersão dos jovens de 14 a 19 anos pelas diversas ocupações, sendo as cinco primeiras: balconistas e escriturários, avançando, trabalhadores da agricultura e da construção civil, retrocedendo; e, cuidadores de crianças, expandindo. Assim sendo, eles estão presentes de forma generalizada pelo conjunto das profissões, iniciando suas jornadas profissionais.

De forma geral, observa-se uma retração nos rendimentos declarados.

 

Tabela 21: BRASIL – OCUPAÇÕES DOS EMPREGADOS DE 14 a 19 ANOS

Ocupação 2014 2019
Nº (mil) % Renda Média* Nº (mil) % Renda Média*
Balconistas 564 10,2 812 330 8,2 758
Escriturários gerais 338 6,1 922 329 8,2 798
Trabalhadores da agricultura 296 5,4 271 151 3,8 339
Trab. da construção civil 273 4,9 840 138 3,4 704
Cuidadores de crianças 153 2,8 424 136 3,4 415
Agricultores 145 2,6 223 127 3,2 230
Caixas 142 2,6 970 108 2,7 921
Recepcionistas 142 2,6 945 110 2,7 846
Serviços domésticos 130 2,4 422 82 2,0 357
Mecânicos de veículos a motor 121 2,2 783 90 2,3 691
Repositores de prateleiras 106 1,9 933 90 2,3 834
Controle de abastecimento 100 1,8 1.129 53 1,3 1.043
Sub Total 2.510 45,4  – 1.745 43,6  –
     
Total 5.525 100,0 779 4.005 100,0 718

Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

  A Tabela 17, apresenta um perfil bastante semelhante para os jovens de 20 a 24 anos, com elevada dispersão e maior concentração nas funções de balconistas e escriturários. Entretanto, e como era de se esperar pela idade mais avançada e maior experiência profissional, seus rendimentos declarados são superiores aos da faixa etária mais baixa, apontando um caminho de progressão para os mais novos. Aqui também os rendimentos retrocedem no período.

  Cabe, contudo, ter sempre presente as elevadas taxas de desemprego entre os jovens, indicando um forte movimento de “entra e sai” do mercado de trabalho e elevada rotatividade entre as profissões. Todas com baixos níveis de qualificação e relativamente fácil substituição.

 

Tabela 22: BRASIL – OCUPAÇÕES DOS EMPREGADOS DE 20 a 24 ANOS

Ocupação 2014 2019
Nº (mil) % Renda Média* Nº (mil) % Renda Média*
Balconistas 780 8,0 1.123 708 7,5 1.136
Escriturários gerais 621 6,4 1.509 651 6,9 1.333
Trab. da construção civil 355 3,7 1.036 243 2,6 884
Trabalhadores da agricultura 268 2,8 536 174 1,8 628
Serviços domésticos 237 2,4 653 176 1,9 586
Caixas 225 2,3 1.190 244 2,6 1.146
Recepcionistas 203 2,1 1.190 229 2,4 1.099
Limpeza 200 2,1 1.026 167 1,8 1.044
Controle de abastecimento 196 2,0 1.462 162 1,7 1.309
Pedreiros 189 1,9 1.486 90 1,0 1.243
Agricultores 164 1,7 577 192 2,0 606
Carregadores 161 1,7 1.104 119 1,3 1.051
Centrais de atendimento 159 1,6 1.164 158 1,7 1.113
Mecânicos de veículos a motor 126 1,3 1.314 151 1,6 1.196
Cuidadores de crianças 109 1,1 770 129 1,4 730
Repositores de prateleiras 107 1,1 1.129 117 1,2 1.163
Padeiros e confeiteiros 100 1,0 1.113 121 1,3 1.120
Sub Total 4.307 43,2  – 3.832 40,5  –
Total 9.714 100,0 1.317 9.452 100,0 1.208

Fonte: IBGE/PNAD Contínua Anual

 

[1] Professor Doutor da FACAMP e Professor Associado aposentado do IE/UNICAMP onde é pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho – CESIT. Nossos agradecimentos iniciais aos colegas Dr. Alexandre Gori Maia, Professor do IE/UNICAMP e Dra. Maria Alice Pestana de Aguiar Remy, pesquisadora do CESIT – IE/UNICAMP, que sempre processam os micro dados do IBGE. Sem suas colaborações seria impossível realizar minhas pesquisas. À FACAMP pelo rico e estimulante ambiente intelectual.

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