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Boletim De Comércio Exterior Da Região Metropolitana De Campinas Nº 2 – Outubro De 2021

Este boletim tem o objetivo de apresentar o desempenho do comércio exterior da RMC, fazendo referência à trajetória as- sumida na década (tratada com maior profundidade no primeiro número da série) e observando mais detidamente a conjuntura. Este número apresenta os resultados até o terceiro trimestre de 2021, sempre utilizando valores acumulados em 4 trimestres e o ranqueamento com base nos valores de 2019, evitando, portanto, as distorções provocadas pela crise sanitária.

Como identificado no primeiro número, a RMC apresenta uma relevante atividade de comércio exterior, predominantemente de bens industrializados, e as importações prevalecem fortemente frente às exportações — de forma que a trajetória do saldo comercial e da corrente de comércio é claramente marcada pelo valor importado.

A longa crise brasileira, com início mais evidente na estagnação de 2014, teve impactos relevantes e duradouros na atividade e no comércio da região. A conjuntura gerada pela pandemia, por sua vez, já se mostra em grande parte absorvida no terceiro trimestre de 2021, a julgar pelos valores agregados comercializados, próximos aos níveis observados em 2019.

O resultado agregado, por sua vez, esconde as trajetórias particulares apresentadas pelos produtos mais negociados ou pelos principais parceiros comerciais.

Neste número, uma seção é dedicada à observação do desempenho do comércio dos Produtos das Indústrias Químicas transacionados pela RMC, pois eles se destacam por sua importância e comportamento particular — único grupo de produtos que apresentou ampliação do comércio externo ao longo do período, ainda que com aprofundamento do déficit.

I.   COMÉRCIO EXTERNO DA RMC

Os efeitos da pandemia sobre o valor importado pela RMC já foram dirimidos no terceiro trimestre de 2021, se comparado ao valor observado em 2019. O total importado no acumulado em 12 meses encerrados em setembro de 2021 ainda é inferior ao pico observado no acumulado até o primeiro trimestre de 2014 (4,2% inferior), mas é bastante próximo. Por outro lado, evidencia-se a trajetória descendente no caso das exportações, em que o valor atual é muito próximo ao do ano de 2019, mas está longe (-24%) do alcançado no acumulado até o terceiro trimestre de 2011, o valor mais elevado da década.

Tanto as exportações quanto as importações cresceram cerca de 30% entre o valor comercializado em 2020 e o terceiro trimestre de 2021, de forma que o incentivo promovido pela forte desvalorização do Real no primeiro semestre de 2020 não promoveu a distinção de incentivos esperada para os dois tipos de fluxos. Aliás, as constantes reclamações de empresários de profunda desorganização das cadeias internacionais de produção e do sistema logístico, causada pela crise sanitária (com importantes impactos nas cotações internacionais), certamente minimizarão o efeito de fatores tradicionais sobre os fluxos de produção e distribuição de bens por algum tempo.

Gráfico 1 — RMC: comércio internacional de bens (valor exportado e importado, acumulado em quatro trimestres – IV 2010 a III 2021) (US$ milhões)

Elaboração NIEMP/Facamp, com base em dados do ComexStat.

 

1.1 Principais produtos exportados

A Tabela 1 apresenta dados de exportação dos cinco produtos de maior valor exportado em 2019 — que concentraram por volta de 80% das vendas externas da região desde 2010.

O valor total exportado pela RMC em 2020 foi 35% inferior ao observado em 2010. O registrado nos 4 trimestres findos no terceiro trimestre de 2021 foi 28,4% superior ao alcançado em 2020, mas praticamente estável em relação a 2019. Este resultado geral deriva de comportamentos díspares entre produtos particulares.

O desempenho desfavorável dos Materiais de Transporte, que marcou toda a década, manteve-se na margem. Suas exporta- ções acumularam uma perda de 77,8% entre 2010 e 2020, e a forte recuperação entre 2020 e o terceiro trimestre de 2021 (31,8%) não foi suficiente para retomar o valor exportado em 2019 (12,5% abaixo). Situação semelhante, ainda que não tão dramática, ocorreu para as vendas externas de Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico, que registraram queda de 38,9% entre 2010 e 2020. A recuperação entre 2020 e o acumulado em 12 meses até o terceiro trimestre de 2021 foi de 39,7%, mas o nível de vendas ainda mostrou-se 11,3% inferior ao observado em 2019.

As exportações dos Produtos Plásticos e de Borracha apresentaram relativa estabilidade no prazo mais longo (entre 2010 e 2020, houve uma queda de apenas 1,8% do valor exportado), mas, na margem, não houve recuperação da crise pandêmica — entre 2020 e o acumulado no terceiro trimestre de 2021, as exportações expandiram 11,8%, mas ainda permanecendo 18,6% abaixo do observado em 2019. As vendas externas dos Produtos das Indústrias de Alimentos, Bebidas e Fumo, por sua vez (e como apontado no boletim anterior), pouco sofreram com a crise pandêmica e evoluíram bem ao longo de 2021 — no prazo mais longo (2010 a 2020), houve recuo das exportações da ordem de 26,7%, mas, entre 2020 e o terceiro trimestre de 2021, houve expansão de 4,1% das vendas externas e, comparando o acumulado no terceiro trimestre de 2021 com os dados de 2019, observou-se aumento de 9,0%.

O destaque fica para a exportação de Produtos das Indústrias Químicas, como já salientado. Houve uma expansão de 13,1% das vendas externas entre 2010 e 2020, e as exportações acumuladas em 12 meses até o terceiro trimestre de 2021 se encontra- vam em patamar 14,6% superior ao alcançado em 2019.

Tabela 1 — RMC: desempenho das exportações (acumulado em 4 trimestres — US$ milhões

Fonte: Elaboração NIEMP/Facamp, com base em dados do ComexStat.

 

I.I.    Principais produtos importados

A Tabela 2 apresenta dados de importação dos cinco produtos de maior valor importado em 2019. A concentração das importações da RMC em termos de produtos é ainda mais relevante que no caso das exportações. Dois produtos somaram entre 66% e 80% das compras externas da região desde 2010. Ampliando o grupo para os 5 produtos de maior valor importado, esse percentual alcança cerca de 90%.

O valor total importado pela RMC em 2020 foi 5% superior ao observado em 2010. O valor registrado nos 12 meses findos no terceiro trimestre de 2021 foi 17,1% superior ao alcançado em 2020 e 5,2% maior ao observado em 2019. Ou seja, o desempenho das importações, ainda que com importante flutuação (Gráfico 1), mantém-se firme na região, a despeito do importante recuo na atividade econômica e da elevação da taxa de câmbio no país.

Entre os principais produtos, não é possível deixar de apontar o desempenho dissonante da importação dos Produtos das Indústrias Químicas. O crescimento de suas compras externas foi de 82,5% entre 2010 e 2020, e os impactos da crise sanitária foram mínimos, pois o valor importado no acumulado em 12 meses findos no terceiro trimestre de 2021 foi 9,6% maior que o importado em 2019. Esses produtos passaram a ser os mais relevantes no total importado pela região. O valor importado no acumulado em quatro trimestres até o terceiro trimestre de 2021 foi o dobro do registrado em 2010.

Os gastos externos com Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico passaram do primeiro ao segundo lugar em termos de importação mais recentemente. Seus valores importados acusaram uma pequena queda de 6,8% entre 2010 e 2020. O forte impacto causado pela crise sanitária já foi contornado: o valor importado no acumulado em 12 meses terminados em setembro de 2021 equiparou-se ao observado em 2019 e superou o valor observado em 2010 (6,6% maior).

Os demais produtos de valor importado relevante apresentam queda importante nos negócios entre 2010 e 2020 e diferen- tes comportamentos em relação à crise recente.

O grupo de Material de Transporte sem dúvida é o que vem sofrendo mais: a queda das importações entre 2010 e 2020 foi de 66,0%. Mesmo com uma recuperação de 30,8% do valor importado entre 2020 e o acumulado em 4 trimestres findos no ter- ceiro de 2021, as importações do último período mantiveram-se 8,0% inferiores às de 2019. Metais comuns e suas obras também sofreram perdas importantes em relação a 2010: as importações de 2020 foram 30% menores que as de 2010, mas a recuperação na margem é bastante satisfatória, pois o valor registrado nos 4 trimestres findos em setembro de 2021 foi 7,3% maior que o valor importado em 2019. Por fim, os Plásticos, Borracha e suas obras apresentaram uma queda muito expressiva dos valores importados entre 2010 e 2020 (-24,8%), mas uma reação conjuntural vigorosa — o crescimento das importações entre 2020 e o acumulado em 4 trimestres terminados no terceiro de 2021 foi de 41,8% e ante 2019, de 19,8% — aliás, o valor acumulado nos últimos 12 meses até setembro de 2021 ultrapassou em 6,6% o observado em 2010.

 

Tabela 2 — RMC: desempenho das importações (acumulado em 4 trimestres — US$ milhões)

Fonte: Elaboração NIEMP/Facamp, com base em dados do ComexStat.

 

1.3 Saldo comercial e corrente de comércio dos principais produtos

Como decorrência das posições já descritas, a Tabela 3 apresenta o saldo comercial e a corrente de comércio da RMC, desta- cando os produtos que se mostraram relevantes tanto para as exportações, como para as importações da região.

Considerando os valores acumulados nos 4 trimestres findos no terceiro de 2021 contra o resultado de 2010, numa análise tipicamente “ponta a ponta”, nota-se crescimento de 57,2% do déficit comercial e de 10,9% da corrente de comércio da RMC. Na margem, entre 2019 e o acumulado em 4 trimestres terminados em setembro de 2021, mantém-se o padrão de avanço maior dos déficits que da corrente de comércio (7,9% e 3,8%, respectivamente). Esta combinação deve decorrer de menor atividade econô- mica, com algum tipo de substituição de produção local por estrangeira (produz-se menos, porque há mais importados) — algo difícil de afirmar sem dados de produção na região.

Este comportamento varia ao se observar os diferentes produtos. Como sugerido anteriormente, os Produtos das Indústrias Químicas destoam dos demais, com avanço substancial do déficit e da corrente de comércio — na margem, a corrente de comér- cio variou mais (10,4%) que o déficit comercial (8,6%). Entre as Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico, a perda de dinamismo é evidente: houve uma pequena expansão dos déficits comerciais e retração da corrente de comércio, seja entre 2010 e 2020, seja entre 2019 e o acumulado terminado no terceiro trimestre de 2021.

No caso dos Plásticos, Borracha e suas obras, observa-se um movimento animador na margem. Depois de substancial en- colhimento tanto dos déficits como da corrente de comércio entre 2010 e 2020, houve expansão de ambos no período recente.

O caso do grupo Material de Transporte é preocupante. De uma situação ligeiramente superavitária, foi-se ao déficit, com a corrente de comércio caindo drasticamente. Há um problema importante no comércio internacional da RMC envolvendo tais bens — algo a ser averiguado.

Tabela 3 — RMC: saldo comercial e corrente de comércio (acumulado em 4 trimestres — US$ milhões)

Fonte: Elaboração NIEMP/Facamp, com base em dados do ComexStat.

 

 

I.I.      Principais parceiros comerciais

A Tabela 4 traz os principais mercados de destino das exportações da RMC, assim como os principais países de origem das importações. Nota-se a importância de economias em desenvolvimento como destino das exportações e de economias desenvol- vidas como origem das importações (exceção feita à China, país de difícil classificação), assim como a importância dos Estados Unidos nas duas pontas do comércio da RMC.

Como explorado no primeiro boletim da série, o mergulho das exportações à Argentina, que em parte se repete em relação ao México (ainda que com valor de menor importância), mostra como a crise da América Latina pode ser uma explicação para os resultados pífios das exportações locais. De 2010 a 2020, houve queda de 62,7% das exportações para a Argentina e de 31,8% para o México. Na margem, embora haja uma recuperação importante dos valores exportados entre 2020 e os 12 meses encerra- dos em setembro de 2021 para aqueles países, na verdade apenas recuperou-se o nível negociado em 2019. Cabem investigações por produto1 e sobre uma possível substituição das exportações brasileiras por compras oriundas de outros parceiros por parte daqueles países.

De outro lado, as vendas para os Estados Unidos, que haviam avançado entre 2010 e 2020 (24% no período, ou crescimento médio anual de 2,2% a.a.), apresentaram uma retração importante na crise pandêmica e recuperação insuficiente — o valor ex- portado nos 4 trimestres findos em setembro de 2021 ainda foi 20,8% menor que o realizado em 2019.

Com relação aos países de origem das importações, nota-se o significativo avanço da China ao longo de todo o período, reafirmado no período pós pandêmico, e a recuperação, na margem, das vendas do Japão e da Alemanha à RMC, depois de mos- trarem grande retrocesso entre 2010 e 2020.

Os Estados Unidos voltaram a aparecer como importante parceiro do lado das importações. O avanço como fornecedores da região entre 2010 e 2020 foi inferior ao observado como demandantes (as importações daquele país cresceram 9,4% no período, ou 0,9% a.a.). Tanto o efeito negativo como a recuperação da crise pandêmica sobre as importações daquele país foram menos relevantes que no caso das exportações da RMC. Cabe notar que os Estados Unidos têm se mantido superavitários na relação comercial com a RMC.

 

Tabela 4 — RMC: países de destino das exportações e de origem das importações* (acumulado em 4 trimestres — US$ milhões)

Fonte: Elaboração NIEMP/Facamp, com base em dados do ComexStat.

* cinco maiores países de destino e origem em 2019.

 

I.5.   Comércio externo dos produtos das indústrias químicas na RMC

Esta seção dedica-se a indicar os principais produtos das indústrias químicas comercializados pela RMC, assim como os principais parceiros com os quais são estabelecidas as trocas.

A Tabela 5 apresenta o detalhamento dos produtos químicos de maior valor comercializado pelos municípios da RMC (como para todos os dados do boletim, com base no ranking de 2019). Como não há preocupação de análise conjuntural, apontou-se o total comercializado nos anos de 2010, 2019 e 2020.

As exportações são concentradas em dois produtos: Medicamentos e produtos químicos voltados ao segmento agrícola, como Inseticidas, Fungicidas e outros. Estes dois bens responderam por 35,0% a 50,0% das exportações nos anos de 2010 a 2019. Em 2010, o maior valor exportado era de Inseticidas, fungicidas e outros. Em 2019, de Medicamentos. Os outros três produtos listados agregaram de 9% a 13% do total, em conjunto — ou seja, para além dos dois produtos principais, os valores exportados de outros tipos de produto são bastante diminutos.

No que se refere às importações, voltam a ter grande importância os Inseticidas, Fungicidas e outros (que, sozinhos, tiveram a participação mínima de 24,0% no total importado em 2010 e máxima de 39,0% em 2020). Os 4 produtos seguintes (de códigos 2931, 2933, 2934 e 3002), segundo a correspondência CNAE, seriam insumos para atender aos segmentos produtores de farma- cêuticos, químicos orgânicos e defensivos agrícolas, que, em conjunto, abarcariam de 23% a 28% da importação agregada. Em conjunto, os 5 grupos de produtos representaram de 48% a 65% das importações anuais de Produtos das Indústrias Químicas.

Listou-se a importação de Medicamentos (sexta maior em valor, conforme a Tabela 5), por sua importância nas exportações, gerando a curiosidade sobre o saldo que o produto apresenta na região. A RMC é superavitária no comércio de Medicamentos e deficitária no de Inseticidas, Fungicidas e outros. Entre 2010 e 2020, os saldos com Medicamentos foram de US$ 610 milhões a US$ 805 milhões e com Inseticidas, fungicidas e outros, de -US$ 498 milhões a -US$ 1.945 milhões.

Ainda que o superávit com os Medicamentos seja modesto, o avanço de 151,0% das exportações e de 33,2% das importações, entre 2010 e 2019, pode ser considerado uma boa notícia, ainda que seja necessário observar o comércio externo de insumos

farmoquímicos para se realizar uma análise mais completa da contribuição do setor de medicamentos para a inserção comercial externa da RMC. No caso dos Inseticidas, Fungicidas e outros, o avanço das exportações foi de 212,8% e das importações foi de 187,3%, ou seja, um comportamento mais equilibrado, mas também em favor das exportações.

Tabela 5 — RMC: desempenho das importações e das exportações dos produtos das indústrias químicas (acumulado em 4 trimestres — US$ milhões)

Fonte: Elaboração NIEMP/Facamp, com base em dados do ComexStat.

 

A Tabela 6 apresenta os principais parceiros comerciais da RMC em termos de transações com Produtos das Indústrias Quí- micas. Os principais mercados para as exportações locais têm sido a Argentina, destino de 20% a 28% do valor anual exportado, e os Estados Unidos (de 11% a 21%). No período analisado, houve retração das vendas à Argentina e expansão aos Estados Unidos. Quanto às importações, destacam-se os Estados Unidos (entre 19% e 22% do total), China (entre 9% e 22%) e Índia (entre 2% e 14%) — com expansão extraordinária das compras dos asiáticos e mais modesta dos norte-americanos.

 

Tabela 6 — RMC: principais países de destino das exportações e de origem das importações dos produtos das indústrias químicas (acumulado em 4 trimestres — US$ milhões)

Fonte: Elaboração NIEMP/Facamp, com base em dados do ComexStat.

 

Julgou-se interessante observar os parceiros no caso do comércio dos produtos de destaque na região. No caso dos Medi- camentos, as exportações dirigem-se especialmente aos Estados Unidos (de 28% a 43% do valor exportado nos anos de 2010 a 2020) e à França (5% a 14%). As importações são de origem bastante variada (Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Reino Unido e Porto Rico integram de 44% a 70% do fornecimento).

Os Inseticidas, Fungicidas, Herbicidas, etc são especialmente vendidos para a América Latina (de 76% a 80% das vendas se destinam à Argentina, ao Paraguai, ao Chile, à Bolívia e ao México), enquanto 63% a 75% das importações provêm dos Estados Unidos, Índia, França, China e Reino Unido.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A trajetória de recuperação do comércio exterior da RMC em relação ao ano de 2020 se manteve nos 12 meses findos em setembro de 2021 — com crescimento maior do valor exportado que o importado. Em relação ao período anterior à crise sanitária, o atual nível de importações em 12 meses supera o observado em 2019, e o de exportações se encontra em patamar equivalente.

Entre os produtos mais exportados pela região, houve recuperação generalizada das vendas frente a 2020, mas não em re- lação a 2019. As vendas externas só superaram o valor daquele ano para os Produtos das Indústrias Químicas e para os Produtos das Indústrias de Alimentos Bebidas e Fumo. Em relação a 2010, o desempenho exportador é fortemente negativo (a exceção é o valor exportado das indústrias químicas).

A recuperação das importações se deu de forma generalizada frente os valores comprados no resto do mundo em 2020 e mesmo em relação a 2019 — sendo a única exceção a importação de Material de Transporte, que está em inferior ao registrado no ano anterior à crise sanitária. Sabe-se que este segmento tem padecido da falta de componentes em escala internacional, o que também deve estar afetando o desempenho do comércio da região.

Em termos gerais, a corrente de comércio da RMC vem se ampliando, acompanhada de maiores déficits comerciais — ou seja, há maior movimentação econômica, que pode estar sendo acompanhada por avanço do conteúdo importado.

Em relação aos Produtos das Indústrias químicas, as exportações da RMC encontram-se bastante concentradas em Me- dicamentos e produtos químicos voltados ao segmento agrícola, como Inseticidas, Fungicidas e outros. Esta última categoria também sobressai-se nas importações. Observa-se saldo comercial positivo em Medicamentos, porém negativo em Inseticidas, Fungicidas e outros. Em geral, Argentina e Estados Unidos destacam-se como os principais mercados para as exportações da região analisada.

 

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