Água

Um bilhão de pessoas, 15% da população do mundo, não tem acesso a nenhuma fonte de água em um raio de 1 quilômetro. Estima-se que, diariamente, mais de 200 milhões de horas são gastas por mulheres e crianças para obter água, em geral, poluída. Hoje, mais da metade das pessoas tem acesso a uma água pior que a dos romanos de 2.000 anos atrás. Não é por acaso que o acesso à água deve ser considerado como um direito humano.

A distribuição da água doce no mundo é bastante desigual: apenas 6 países – Brasil, Rússia, Canadá, Indonésia, China e Colômbia – possuem 50% de toda a água doce do mundo e a distribuição de água nestes países também é bastante desigual. No Brasil, que é o país mais rico em água doce do mundo, 80% da água estão na Amazônia, a região menos povoada do país. Nas regiões litorâneas acontece o contrário: temos 45% da população urbana e apenas 3% da água doce.

Além de possuir esta grande abundância de água na superfície, o Brasil tem outra vantagem: consideráveis reservas de águas subterrâneas aproveitáveis. A água de poços e aquíferos chega a quase 50% da água doce disponível na superfície. Esta água subterrânea já é importante para o abastecimento dos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul.

Quando falamos de água no nosso cotidiano, estamos pensando no uso doméstico da água. Mas a água doce é utilizada para outros fins: para a atividade agrícola, para a pecuária e para a indústria. No mundo, em média, 59% da água é utilizada pela agricultura e 18% pela indústria. No Brasil, o principal uso da água doce é para a irrigação da nossa agricultura – quase 70% do consumo. 12% vão para a pecuária e 7% para a indústria. Apenas 10% da água é usada nas casas, escolas, hospitais etc. É a utilização da água que não vemos: por isso que muitos estudiosos a chamam de água invisível.

No vídeo abaixo os Professores da FACAMP Thiago Trindade e Maria Eugênia discutem a questão da Água.