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Aquecimento Global

Como você deve saber, a temperatura global da Terra e dos oceanos atingiu o maior nível da história nos últimos anos.

Falávamos que para evitar que a concentração de carbono dobre até o final do século – o que elevaria a temperatura da Terra a níveis catastróficos – seriam necessários cortes severos das emissões de gases do efeito estufa.

Falávamos que o nível dos oceanos vinha subindo de modo preocupante graças ao derretimento das geleiras.

Falávamos que as evidências do Aquecimento Global se tornaram tão fortes que a China e os Estados Unidos, os maiores poluidores do mundo, firmaram um compromisso de adotar programas de combate à emissão dos gases do efeito estufa.

Finalmente, falávamos que a conferência de Paris poderia trazer novas esperanças para o futuro.

Neste último ano, surgiram muitos estudos que permitem uma melhor compreensão deste grave problema. Vamos apresentar alguns deles.

Primeiro. As emissões globais se mantiveram constantes por conta da desaceleração da economia global (32,1 bilhões de toneladas). Na China e nos Estados Unidos elas chegaram a cair 1,5%. A redução da queima de carvão é uma das mais importantes razões.

Entretanto, a evolução do aquecimento global parece ser mais grave do que se imaginava.

Este é o segundo ponto: a Terra nunca foi tão quente e os recordes de temperatura têm sido quebrados mês a mês.

As secas têm sido mais graves em diversas regiões e a qualidade do ar piorado sensivelmente. Estudos estimam que metade da população norte-americana esteja exposta a graves doenças respiratórias, principalmente em áreas como a Califórnia onde a seca é grave há anos.

Terceiro. O gelo da Groenlândia está diminuindo rapidamente por causa do calor. A temperatura em algumas áreas tem atingido até 10 graus mais do que o esperado neste ano.

Como dissemos em nosso vídeo anterior, o derretimento das geleiras da Groenlândia pode fazer o nível do mar subir mais de 6 metros em todo o mundo. Quarto. Até a rotação da Terra foi alterada pelo aquecimento global. O polo norte marca o eixo de rotação da Terra. Mas o verdadeiro polo magnético, o ponto para onde a bússola aponta, está permanentemente em movimento. Este ponto tem se deslocado há mais de 100 anos em direção ao Canadá. Nestes últimos anos, entretanto, o polo magnético passou a se deslocar rumo à Inglaterra.

O “balanço” do movimento da Terra se modifica porque a Groenlândia, a Antártida e o Ártico têm perdido gelo em grande escala. Só o Ártico perdeu 500 mil quilômetros quadrados de gelo nos últimos 4 anos!

Quinto. Outra descoberta recente, muito importante, é o papel que as nuvens vêm cumprindo. O gelo das nuvens reflete a luz do sol e diminui o aquecimento global. Como hoje elas têm muito mais líquido que gelo, é provável que as nuvens estejam permitindo que a Terra se aqueça ainda mais rapidamente.

Sexto. O aquecimento global e as mudanças que ele provoca no regime de chuvas e nas temperaturas tem afetado a produção agrícola, expulsando milhões de pessoas do campo. Essa é uma das razões – não é a única – pelas quais os movimentos migratórios em direção à Europa vêm se intensificando nos últimos anos.

Como podemos ver, estas novas evidências tornaram o aquecimento global um consenso global. Hoje, pouquíssimas pessoas duvidam da gravidade do problema. Apenas políticos de alguns países, notadamente dos Estados Unidos, minimizam o problema. Apenas políticos de alguns países, notadamente dos Estados Unidos, minimizam o problema. Esta posição, mostram pesquisas recentes, vem em grande parte da falta de informação. As pessoas mais informadas tendem a considerar como muito grave o aquecimento global. Por outro lado, quem tem menos informação tende a tratar o problema com mais descaso.

Muito bem. Falemos agora sobre a esperada Conferência de Paris. No final do 2015, a conferência chegou a um acordo histórico que prevê que os países participantes tomem medidas fortes e urgentes para evitar que a temperatura da Terra suba mais 2 graus até o fim do século.

A assinatura simbólica do acordo de 195 países ocorreu em abril na ONU. No entanto, apenas os Estados Unidos, a China e mais 32 países, responsáveis por 49% das emissões de gases do efeito estufa, já assinaram efetivamente.

Nos próximos meses, é preciso que 55 países assinem para que o acordo entre em vigor. Poderemos, então, ver se realmente as medidas tomadas serão suficientes e adequadas.

O Brasil, de acordo com as últimas medições, reduziu as emissões em 50% nos últimos 5 anos. Isto é mais que o proposto e deve ser ampliado em breve. O Brasil também se comprometeu para os próximos anos com o fim do desmatamento ilegal, a restauração e o reflorestamento de milhões de hectares.

Os EUA e a China apresentaram propostas indicativas e bastante importantes. Os Estados Unidos devem reduzir entre 26 e 28% as suas emissões até 2025. O objetivo mais amplo é que até 2050 a redução atinja 83% do que se emitia em 2005.

As propostas chinesas, mais detalhadas, apontam para um pico das emissões de CO2 em 2030. Mas preveem que a participação de fontes de energia não- fósseis em sua matriz energética atinja 20% nesse período.

Outras metas incluem:

A redução do uso de carbono no PIB, de 65 para 60% até 2030.

A redução global das emissões de CO2 por unidade do PIB de 40-45% ate 2020.

A ampliação das florestas em 40 milhões de hectares até 2020.

Aliás, nestas últimas décadas, 36 milhões de quilômetros quadrados – 3,5 vezes a área dos Estados Unidos – do mundo se tornaram verdes. Este é fenômeno importante, em grande parte inesperado. Não há políticas em larga escala de expansão das áreas verdes.

Mas a ampliação das áreas verdes é um caminho para a redução do aquecimento global. A maior quantidade de gás carbônico permitiu que as plantas crescessem de forma mais intensa. Lembremos que hoje mais da metade da população vive em apenas 2% do território terrestre e há mais áreas livres no mundo.

Devemos manter a atenção e a esperança que possamos encaminhar a solução deste problema que ameaça seriamente a nossa existência. Pensemos na camada de ozônio que, após décadas de proibição dos gases refrigerantes, diminuiu quase as dimensões da Índia...

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