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China e a Turbulência Global

Desemprego elevado, dívidas impagáveis, redução dos investimentos, cortes de gastos públicos são alguns dos problemas do mundo desde 2008.

A economia da Europa, depois de 7 anos, ainda não voltou ao patamar anterior à crise. A economia dos Estados Unidos está pouco acima de seu nível anterior.

O crescimento econômico não foi retomado e a crise política, como sempre acontece, se instalou em muitos países. Basta ver o que está acontecendo com a Espanha, os Estados Unidos, a França, a Inglaterra, a Venezuela, a Argentina e o Brasil.

Nos EUA, os empregos são, cada vez mais precários, em tempo parcial, com baixos salários. Na Europa, o desemprego atingiu níveis inimagináveis.

Os países não resolvem a crise, a renda não sobe, o desemprego cresce e as dívidas se acumulam.

Nesta situação, a compra de produtos e serviços no mundo cai, ou seja, cai comércio mundial e caem todas as economias do planeta.

E a China? Apesar de continuar crescendo bem acima da média mundial, ela vem desacelerando.

Já explicamos em outro vídeo no Canal FACAMP – que recomendamos – como a China se tornou a segunda maior economia do mundo. Durante muitos anos, a China investiu muito e passou a ser maior fabricante de mercadorias, vendendo seus produtos por todo o mundo.

Não foi por acaso que a China se tornou a maior exportadora do mundo. As empresas americanas foram muito importantes, pois transferiram a sua produção para lá. A economia americana e a chinesa se integraram muito: produção e investimento na China e consumo e lucro nos Estados Unidos.

Como a crise afetou muito a Europa e os Estados Unidos, a economia chinesa tem sofrido muito. Suas vendas caíram e a desaceleração chinesa também afetou a economia mundial. Uma coisa agrava a outra.

O comércio mundial vem caindo bastante nos últimos anos. Para se ter uma ideia, alugar um navio que carrega 8.000 containers está mais barato que alugar uma Ferrari. Uma importante empresa de navegação faliu este ano e vendeu seus navios por apenas 1 dólar! Isto mesmo, 1 dólar!

A situação é dramática. E os reflexos. Como já vimos, se espalham sobre o mundo, em especial sobre a América Latina. A desaceleração da economia chinesa diminui as compras de matérias-primas, alimentos e minerais. A demanda caiu. Os preços caíram. A situação piorou muito. O Brasil, a Argentina, da Venezuela, do Chile, do Peru. Todos tiveram piora das contas externas. Todos tiveram aumento do desemprego. Todos tiveram aumento da pobreza. E, como sempre, agravamento da situação política.

Temos um círculo vicioso global. Temos um problema: a China tem uma enorme capacidade de produção, mas agora faltam consumidores.

Para solucionar o problema, o governo chinês tem tomado muitas medidas. Como o fechamento de usinas siderúrgicas antigas e menos eficientes. Nós próximos 5 anos, a China vai reduzir sua produção de aço num volume igual a quatro vezes a produção brasileira – vai reduzir a produção de aço em 150 milhões de toneladas.

Outras medidas do governo chinês vão na direção de ampliar o consumo da população. Ampliar seu mercado interno. Ampliar o consumo da sua população são outras medidas que o governo chinês está tomando. Ampliação do crédito e do sistema de aposentadorias são formas de estimular o consumo interno.

A China não possui um regime de aposentadorias para todos, apenas sistemas em grandes cidades como Pequim e Shangai. As aposentadorias estimulam os gastos e o consumo. As pessoas não precisam se preocupar tanto com o futuro, já que terão uma renda garantida. As aposentadorias estimulam o consumo e impulsionam o crescimento da renda.

A renda do chinês é muito menor que a do europeu ou do americano. Isto significa que apenas as parcelas mais ricas da sociedade têm condições de diversificar seu consumo e de ampliá-lo nos padrões americanos. Grande parte dos chineses não tem condições de comprar os mesmos produtos na mesma quantidade que europeus e americanos.

Ao longo do tempo, com o crescimento da renda, maiores parcelas da população vão tendo acesso a mais bens e serviços.

Mas este é um processo lento, que demora décadas. Ainda mais se pensarmos que o governo chinês tem sérias restrições à expansão do consumo de massas, pois teme os efeitos nocivos do consumismo.

Este é um problema de grande complexidade e que, sem dúvida, é um dos mais importantes desafios do mundo contemporâneo.

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