O profissional de Relações Internacionais

Uma rede de interdependências econômicas, políticas, sociais e culturais caracteriza o mundo globalizado. Nesse contexto, emergiu um campo de trabalho promissor e um novo tipo de profissional: o analista de Relações Internacionais.

A atuação do analista de Relações Internacionais é indispensável na diplomacia, nas empresas, nas organizações não governamentais, nas instituições internacionais, em associações de classe e, naturalmente, no setor público, nos planos federal, estadual e municipal.
A globalização exige a presença desse especialista, elevando a carreira a uma posição de crescente importância no século XXI. O seu campo de trabalho está se ampliando rapidamente. Ele é o profissional habilitado para analisar os potenciais e as oportunidades, as fragilidades e os riscos relativos às políticas de Estado e aos negócios privados. O analista de Relações Internacionais avalia os relacionamentos que podem contribuir para o desenvolvimento econômico e setorial de
empresas, instituições, governos e lideranças. É o profissional responsável pela elaboração de planos de negócios ou pela gestão dos empreendimentos internacionais que já estão em andamento e que são requeridos por trading companies, por multinacionais ou grandes organizações financeiras e também por muitas pequenas e médias empresas. O analista de Relações Internacionais é tanto um gestor de interesses como um negociador nas relações entre empresas ou entre empresas e governos.

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Áreas de Atuação do Profissional de Relações Internacionais

EMPRESAS PRIVADAS

O profissional de Relações Internacionais atua em empresas dos mais diversos setores, tais como as do agronegócio, da indústria, dos serviços e em bancos e fundos financeiros. Presta também consultoria autônoma, principalmente para empresas com atuação internacional. Elabora planos de negócios e faz gestão de empreendimentos internacionais requeridos tanto por trading companies, multinacionais ou grandes organizações financeiras, como também por pequenas e médias empresas exportadoras.

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS
ASSOCIAÇÕES DE CLASSE

O comércio internacional do Brasil tem crescido e pode crescer nas próximas décadas em todos os itens: commodities agrícolas e minerais, alimentos e produtos industrializados. A internacionalização das empresas e bancos brasileiros prosseguirá. O mercado de trabalho para o analista de Relações Internacionais é, portanto, promissor. Nas associações de classe, os Departamentos de Relações Internacionais também ganharam mais peso. Na FIESP já contratamos vários
formados em RI pela FACAMP.
Roberto Giannetti da Fonseca, Presidente da Kaduna Consultoria

GOVERNO

O analista de Relações Internacionais trabalha como diplomata, mas também é solicitado para as áreas de cooperação internacional dos vários Ministérios e Secretarias Estaduais ou Municipais, nas quais elabora análises de conjuntura, formula políticas, negocia empréstimos internacionais, convênios e tratados.

DIPLOMACIA
ASSESSORIA INTERNACIONAL

A diplomacia continua a ser uma carreira atrativa para os jovens com vocação de servir a seu país. O exame de acesso ao Itamaraty é extremamente seletivo. O analista de RI competente leva enorme vantagem sobre os formados em outros cursos de graduação. A importância do Brasil no mundo é crescente e o analista de Relações Internacionais é indispensável na defesa de nossos interesses estratégicos, nas questões relativas ao meio ambiente e na formulação técnica de nossa política externa. Nos vários Ministérios, Secretarias Estaduais e Municipais, as assessorias internacionais se multiplicam. Há necessidade do analista de Relações Internacionais para negociar, por exemplo, questões de subsídios agrícolas, patentes farmacêuticas, questões de meio ambiente, convênios culturais, projetos sociais e negociações de financiamento.
Eduardo Mariutti, Professor da UNICAMP

ORGANISMOS INTERNACIONAIS

O analista de Relações Internacionais trabalha em entidades supranacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Banco Mundial (Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento - Bird), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Atua, também, em ONGs.

ORGANIZAÇÕES OFICIAIS

Há muitos brasileiros trabalhando em organizações internacionais políticas ou econômicas, como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional. O peso do Brasil no mundo irá crescer nas próximas décadas. Creio que as oportunidades de trabalho para brasileiros irão se expandir.
Otaviano Canuto, Diretor do Banco Mundial

ONGs

As Organizações Não Governamentais (ONGs) oferecem um excelente campo de trabalho ao analista de Relações Internacionais.
Isso porque ele tem uma visão ampla das diferentes culturas e um sólido conhecimento dos movimentos sociais e dos modos comunitários de organização. Ele está apto a negociar as alianças indispensáveis ao desenvolvimento sustentável.
Arnaldo Rezende, Superintendente da Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (FEAC)

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