Egito e a Primavera Árabe

Desde que o vendedor de verduras Muhammad Bhouazzi ateou fogo ao próprio corpo na Tunísia no final de 2010, um sem número de manifestações explodiu em todo o mundo árabe. Esses movimentos foram chamados pela imprensa de Primavera Árabe.

Quais são as origens desses levantes?

Há vários fatores que desencadearam as insurreições no mundo árabe.

  • uma longa tradição autoritária de quase todos os regimes políticos do mundo árabe;
  • a fragilidade institucional dos Estados;
  • as dificuldades econômicas e sociais que abalaram a região com a crise de 2008;
  • os conflitos religiosos ancestrais;
  • o choque dos que defendem um estado teocrático com os projetos laicos de modernização;
  • a ingerência externa, dos Estados Unidos e Europa, nos assuntos domésticos dos países árabes.

Como se sabe, o estopim da revolta foi a subida dos preços dos alimentos.

A atual onda de protestos iniciou-se na Tunísia e se alastrou para a Líbia, Egito, Iêmen, Bahrein e Síria.

Na Tunísia, a população voltou-se contra uma ditadura familiar, a de Ben Ali, culminando com a derrubada do ditador.

Rapidamente a fúria árabe atingiu a vizinha Líbia, governada até então pelo líder Muamar Kadafi, há quatro décadas no poder. A situação se converteu numa dramática guerra civil e culminou com a execução pública do dirigente líbio, considerado antiocidental.

Paralelamente, explodia no Iêmen igual revolta contra o presidente Ali Abdhula Saleh, no poder desde 1978. O Iêmen tem uma tradição de instabilidade desde a unificação, em 1990.

No curso do processo, o levante chegou a um país de maior importância estratégica no mundo árabe, o Egito, governado por longa data por Hosni Mubarak, na prática uma ditadura pró-ocidente.

Finalmente, a Síria, como você sabe, está mergulhada numa guerra civil. Sangrenta.

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