A FACAMP é reconhecida no Brasil como uma instituição de excelência que inovou o ensino de graduação na área de Ciências Humanas. A Professora Liana Aureliano, Diretora Pedagógica, explica a proposta de ensino da FACAMP

Como a senhora definiria a FACAMP?
LA – Em primeiro lugar, como uma faculdade liderada por professores que têm toda uma vida dedicada ao ensino de excelência. Tivemos a oportunidade raríssima de participar, por mais de 30 anos, da fundação e do desenvolvimento da UNICAMP, uma universidade pública inovadora de altíssimo nível.

Qual seria o segundo traço que caracteriza a FACAMP?
LA – O mesmo entusiasmo pela inovação que motivava Zeferino Vaz, o criador da UNICAMP. Nosso sonho era o de implantar cursos de graduação na área de humanas que não ficassem a dever nada ao que há de melhor nos países desenvolvidos. Nosso sonho era o de formar profissionais de elite, à altura das necessidades do Brasil do século 21. Foram 10 anos de trabalho. E os resultados que obtivemos falam por si só.

De que maneira são recrutados os professores da FACAMP?
LA – Permita-me citar mais uma vez o mestre de todos nós, Zeferino Vaz. Ele dizia com razão que ensino de excelência se faz em primeiro lugar com excelentes professores, em segundo lugar com excelentes professores e em terceiro lugar também com excelentes professores. Na FACAMP, o corpo de professores é titulado, experiente, está conectado com o mercado de trabalho. E o corpo docente está motivado: na FACAMP só dá aula quem gosta de ensinar.

Por que os fundadores tomaram a decisão de que a FACAMP estaria concentrada na área de Humanidades?
LA – A FACAMP é e será uma instituição com um foco bem nítido: a área de Ciências Humanas. A razão fundamental que nos levou a tomar uma tão importante decisão é muito simples: deve-se fazer o que se aprendeu a fazer bem! A área de Humanidades é a área de trabalho dos professores que fundaram a FACAMP. É a área que conhecemos em profundidade.

Não haveria também uma outra razão para a concentração na área de Humanas: o tamanho adequado ao ensino de excelência?
LA – Certamente. Não pode haver cursos de graduação de excelência em instituições gigantescas, massificadas, dominadas pelo burocratismo, pela ausência de lideranças qualificadas, pela rotina e pela falta de agilidade para inovar.

A FACAMP continuará então a ser uma instituição de pequeno porte?
LA – Sem dúvida. Continuaremos concentrados na área de Humanas. Não ofereceremos mais nenhum curso de graduação além dos sete que já temos. As vagas de cada um dos cursos continuarão limitadas e as turmas seguirão pequenas.

A FACAMP, então, jamais será uma universidade?
LA – Recebemos muita gente que vem nos propor a abertura de cursos de graduação na área de Biológicas e de Exatas. A resposta tem sido uma só. Faremos o que somos capazes de fazer bem.

Em suma: ensino de elite restrito à área de Humanas e não ensino de massas...
LA – Exatamente. Na FACAMP o ensino é personalizado. Isto é, o aluno é uma pessoa e não um número. Uma pessoa que é acompanhada e tem contato estreito com professores, coordenadores e diretores.

Quais são as principais inovações introduzidas pela FACAMP?
LA – O espírito inovador da FACAMP revela-se, em primeiro lugar, na modernidade dos currículos de seus cursos de graduação. Houve nos últimos 20, 25 anos, uma verdadeira revolução do conhecimento na área de Ciências Humanas. A natureza das profissões já estabelecidas vem se alterando muito rapidamente. Surgiram novas profissões. Os mercados de trabalho ficaram cada vez mais competitivos e exigem um profissional sofisticado, que tenha uma formação completa.

Como a FACAMP estabelece seus currículos e programas?
LA – Examinando permanentemente o que ocorre no Brasil e no mundo para snizar seus currículos às imposições dos mercados de trabalho de cada uma das profissões. Isso requer uma direção competente, atenta e ágil. E também um corpo de professores bem formados que têm notoriedade profissional e que estão conectados ao dinamismo extraordinário dos mercados de trabalho.

Como estão estruturados os currículos dos cursos da FACAMP?
LA – Estão estruturados em torno de 3 eixos: 1) domínio de todas as técnicas profissionais e visão de conjunto das técnicas; 2) domínio de idiomas; 3) conhecimento do mundo e do Brasil, de seus problemas econômicos, sociais, políticos e culturais.

Por isso a FACAMP foi a primeira a estabelecer no currículo o ensino de português e inglês.
LA – É claro que sem o conhecimento da língua inglesa não é possível ter acesso a empregos de qualidade. E o domínio do português é, hoje, um diferencial no mercado de trabalho. Uma segunda língua estrangeira é aconselhável. Na FACAMP, muitos alunos estudam espanhol, francês, italiano ou alemão. E há mais de 90 que estão freqüentando aulas de mandarim. Afinal, tudo indica que a China será, em 30 anos, a maior economia do mundo.

O que ocorreu com as técnicas profissionais?
LA – As técnicas conhecidas tornaram-se muito mais sofisticadas e complexas. Surgiu uma multiplicidade de novas técnicas necessárias ao exercício profissional. Pense, por exemplo, nas técnicas relativas às finanças das empresas ou à operação dos mercados financeiros globalizados. E mais: hoje é preciso ter uma visão integrada das técnicas. Dou um exemplo: antigamente, bastava ao administrador ter bons conhecimentos numa das quatro áreas da empresa: Produção, Finanças, Marketing ou Recursos Humanos. Hoje ele deve dominar as técnicas relativas a todas as áreas e ter uma visão de conjunto, estratégica da empresa.

O que a senhora diria do terceiro eixo do currículo, o conhecimento do mundo e do Brasil?
LA – Um profissional da área de Humanas tem de estar conectado à realidade em que vivemos. Por isso, os cursos da FACAMP contemplam disciplinas como Filosofia, Política, História, Economia. Pense, por exemplo, num administrador de empresas que não tenha um conhecimento aprofundado de Economia. Ele jamais poderá exercer um cargo de direção.

A FACAMP oferece seus cursos em tempo integral. Por quê?
LA – Hoje só o tempo integral assegura a formação completa exigida pelo mercado de trabalho. O profissional do século 21 tem de saber muito mais e dominar conhecimentos muito mais complexos dos que eram exigidos das gerações anteriores. Há 20, 30, 40 anos o tempo integral não era necessário. Hoje , o tempo integral é absolutamente indispensável.

O tempo integral não prejudica a prática profissional?
LA – De modo algum. Para quem não conhece ensino de qualidade, prática profissional significa somente estágio. Qual é o erro? Na maioria das faculdades o aluno vai iniciar sua prática profissional apenas no estágio, realizado no final do curso. Ou então o aluno começa o estágio já no primeiro ou segundo ano. Resultado: o aluno não estuda e se transforma em mão de obra barata usada pelas empresas. Na FACAMP a prática profissional é feita desde o primeiro dia, através de um sistema inovador que prepara o aluno para um estágio de qualidade. O estágio de qualidade só acontece na hora certa. No último ano ou, no caso da graduação em Direito, nos dois últimos anos, os cursos passam a ser ministrados em tempo parcial para permitir o estágio supervisionado. Na FACAMP o tempo integral é um aliado da prática profissional.