Leia a entrevista com Germano Reis, especialista em Gestão de Recursos Humanos, consultor de empresas e professor da FACAMP.

Leia a entrevista com Germano Reis, especialista em Gestão de Recursos Humanos, consultor de empresas e professor da FACAMP.

A forma de trabalhar mudou muito nos últimos10, 20 anos. Quais foram essas mudanças?
GR – As empresas têm buscado estruturas mais enxutas, dinâmicas e ágeis. A tecnologia de informação ajuda muito nisso, conectando as pessoas e facilitando a comunicação e a troca de informação. Estamos numa era em que o relacionamento é uma tônica dentro da empresa e os profissionais precisam estar sempre trocando experiências para que a empresa seja mais competitiva.

E o que essas transformações exigem do superprofissional?
GR – Ele precisa criar, inovar, comunicar-se muito bem, relacionar-se com pessoas diferentes, adaptar-se, ter iniciativa e aprender sempre. Além disso, a forma de atuação dos gestores também mudou.

O professor poderia comentar um pouco mais esse ponto?
GR – No tempo de nossos avós, um gerente tinha que ser um chefe. O chefe manda, controla, pune e cobra. Hoje, um gerente precisa ser capaz de influenciar, orientar, argumentar, conversar muito bem com as pessoas da sua equipe e, sobretudo, ser capaz de gerenciar a sua própria credibilidade. É muito diferente ser chefe e ser líder. As competências de liderança demoram muito mais tempo para serem desenvolvidas. Por essas razões, é essencial ter uma constante preocupação para tornar-se um profissional de elite.

E quanto ao trabalho em equipe?
GR – Tem se intensificado nos últimos anos e de uma forma muito importante. Por isso é fundamental saber se relacionar com pessoas diferentes, de estilos diferentes. Eu tenho ex-alunos que hoje trabalham em multinacionais e que, enquanto todos saem e se divertem, estão trabalhando em equipe com pessoas do outro lado do mundo, em outros fusos horários, com culturas e línguas diferentes — um trabalho em equipe virtual.

Existe mais alguma qualidade pessoal importante para o profissional do século 21?
GR – Ele precisa ter a cabeça organizada, aberta, lidar com situações de grande complexidade, trazendo respostas novas a um mundo de muita incerteza e muita mudança. E ver novas oportunidades, novos mercados, novas necessidades do cliente e novas perspectivas na carreira. Nem todo mundo está preparado para olhar tão à frente.