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Os Robôs Humanoides

Vamos falar sobre os Robôs Humanoides. O desenvolvimento dos robôs pessoais, com características humanas, permitiu a criação dos chamados humanoides: aqueles que interagem com as pessoas, realizam inúmeras tarefas domésticas, possuem características humanas. Foram concebidos para trabalhar em estreita colaboração com os humanos, para exercer atividades diversificadas e complexas como a locomoção, a manipulação hábil, a percepção de audiovisual.

Devem ser capazes de analisar e falar, movimentar olhos, reproduzir nosso gestual e nossa linguagem corporal. Na verdade, num futuro muito mais próximo do que podemos imaginar, eles serão capazes de realizar uma comunicação intuitiva com os seres humanos.

Quando e como se desenvolveram os primeiros robôs humanoides?

O WABOT-1 foi primeiro robô do tipo humano foi construído entre 1970 e 1973 na Universidade Waseda, em Tóquio.

Ele possuía um sistema de controle da visão, da conversação e dos membros, que tinham sensores tácteis. Ele se comunicava e era capaz de medir distâncias e direções, usando os seus receptores externos: orelhas, olhos e boca. O WABOT-1 caminhava e era capaz de segurar e de transportar objetos com as mãos.

A Universidade Waseda também desenvolveu o WABOT-2, com o objetivo de tocar órgão eletrônico. Esse robô podia conversar, ler uma partitura musical e tocar músicas.

O mais interessante é que o WABOT-2 também era capaz de acompanhar uma pessoa que estivesse cantando.

O desenvolvimento da microeletrônica, sem dúvida, foi decisivo para o avanço dos robôs humanoides. Em 1986, a Honda deu início a uma pesquisa rigorosa de observação das formas de caminhar do ser humano, segmentando cada movimento realizado pelo corpo humano realizado neste processo. Foram estudados os princípios fundamentais da locomoção sobre os membros inferiores. Caminhar e correr sobre duas pernas é uma atividade bastante complexa.

Foi necessário o desenvolvimento de um complexo sistema de sensores para que o robô fosse dinamicamente estável. O E-0 era um robô que andava: um sucesso! Esse protótipo caminhava lentamente em linha reta e demorava quase cinco segundos entre os passos. Aprimorar o movimento da caminhada demandava muito conhecimento de Física e Engenharia.

A partir de então uma sequência de protótipos aprimorou a velocidade do passo do robô por meio de uma pesquisa exaustiva da caminhada humana e de outros animais. Entre os anos 1987 e 1991 foram desenvolvidos 3 modelos pela Honda, o E3 andava como um ser humano normal, percorrendo 3km em 1 hora!

Em 1996, a Honda apresentou o P2. Ele era capaz de andar em pisos lisos, mas também podia subir escadas.

O que se espera do robô humanoide? A intenção da Honda era fabricar um robô que auxiliasse as pessoas em tarefas cotidianas. Que pudesse subir e descer escadas, empurrar carrinhos, carregar objetos, abrir e fechar portas, trabalhar por controle remoto e executar outras tarefas que exigissem grande habilidade manual como, por exemplo, trocar lâmpadas, apertar parafusos etc.

Para isto, era necessário que tivesse dois braços, que possuísse uma câmera, um sistema de sensores, um giroscópio que lhe permitisse um deslocamento espacial seguro.

No ano 2000, a Honda anunciou o ASIMO. É o primeiro robô que pode se mover sem ser controlado por um operador. A coordenação entre os sensores visuais e auditivos lhe permite reconhecer as faces e as vozes de várias pessoas falando ao mesmo tempo; perceber a movimentação das pessoas e evitar a colisão.

Pergunta: Professor, quais são as aplicações dos Robôs Humanoides?

Os robôs humanoides podem ser usados para demonstração tecnológica, como é o ASIMO. Ele recepciona clientes, circula pelas empresas como uma demonstração de avanço tecnológico.

Nas missões espaciais que, quando tripuladas por seres humanos, são arriscadas e caras. Tanto podem substituir os seres humanos como serem somados às tripulações. A NASA Robonaut e a DLR´s Justin são as empresas de maior destaque em termos de competência tecnológica.

Quais são as perspectivas e aplicações futuras para os robôs humanoides?

Os avanços na inteligência artificial, combinados com sensores de última geração, estão ampliando a autonomia dos robôs para que eles façam julgamentos e aprendam a executar tarefas por conta própria. Já existe uma nova geração de robôs sofisticados e disponíveis comercialmente. Destacamos sua crescente capacidade de aprender e interagir com os humanos, expandindo a gama de aplicações potenciais.

Para finalizar, gostaria de destacar um desenvolvimento paralelo, bastante interessante. É o de robôs baseados em animais, que podem acessar locais que as pessoas não conseguem, que saltam obstáculos, escalam terrenos íngremes e irregulares, se movimentam sobre escombros etc. Para executar estas manobras, os pesquisadores tentam replicar habilidades de animais.

Vamos citar apenas um exemplo. O desenvolvimento de sistemas robóticos em uma escala submilimétrica onde duas asas ultrafinas batem quase 120 vezes por segundo. Este micro-robôs, replicantes de características animais, podem, entre outras aplicações, ser utilizado em monitoramento ambiental, operações de busca e salvamento e polinização das culturas.

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