Av. Alan Turing, nº 805 - Barão Geraldo – Campinas

Boletim Mulheres no Mercado de Trabalho – 3o Trimestre/2019

Juliana de Paula Filleti
Maria Fernanda Cardoso de Melo
Daniela Salomão Gorayeb
Georgia Christ Sarris

Introdução

Este boletim nº 3 do volume 1, sobre mulheres no mercado de trabalho e elaborado pelo Núcleo de Pesquisas de Economia e Gênero da FACAMP, apresenta os dados do 3º trimestre de 2019 da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD) do IBGE e os compara com o trimestre imediatamente anterior e com o mesmo trimestre do ano anterior, utilizando-se, na análise, o recorte de gênero. Nas seções de 1 a 4, exibem-se os dados com algumas características da população na força de trabalho brasileira, bem como algumas do contingente que está fora da força de trabalho. Na seção 5, apresentam-se os dados dos rendimentos, com diferentes recortes, ainda que guardando as diferenciações entre os gêneros.

Seção 1 – Composição da População em Idade Ativa (PIA)

No gráfico 1, mostra-se a composição da População em Idade Ativa (PIA) – população com 14 anos ou mais de idade – com a participação majoritária das mulheres (52,5%). Como se pode observar, a PIA é dividida em dois subgrupos: a população na Força de Trabalho (FT) – pessoas que estavam ocupadas(1) ou desocupadas(2) na semana de referência da pesquisa – e a população Fora da Força de Trabalho (FFT) – pessoas que não estavam ocupadas ou desocupadas na semana de referência da pesquisa. A despeito de serem maioria na PIA, nota-se uma menor representatividade das mulheres na Força de Trabalho (45%) e na população ocupada (43,9%) do que a dos homens (55% na FT e 56,1% na população ocupada). No entanto, na população Fora da Força de Trabalho as mulheres têm uma participação bem maior do que a dos homens (64,6% versus 35,4%). Esses números mostram que o potencial de trabalho das mulheres é maior do que os dados apenas do mercado de trabalho podem revelar, sobretudo quando se observam os dados da Força de Trabalho Potencial – uma parte da população fora da força de trabalho que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência, mas com potencial para se tornarem força de trabalho(3) – em que as mulheres são ampla maioria (59,9%).

Além disso, nas demais subdivisões da população na Força de Trabalho é possível notar que as mulheres representam a maioria de todas as categorias compatíveis com trabalho mais precário, tais como: Pessoas Subocupadas (53,8%) – pessoas de 14 anos ou mais que trabalhavam habitualmente menos de 40 horas semanais, estavam disponíveis e gostariam de trabalhar mais horas – e entre as Pessoas Desocupadas (53,3%). Também são maioria no conjunto de pessoas Fora da Força de Trabalho Potencial (65,3%). Sendo assim, a participação feminina na Subutilização da Força de Trabalho – resultado consolidado das pessoas Subocupadas, Desocupadas e na Força de Trabalho Potencial – é também significativa, representando 55,3%.

 

Gráfico 1: Brasil: composição da População em Idade Ativa (PIA) – 3º trimestre 2019

Brasil: composição da População em Idade Ativa (PIA) - 3º trimestre 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

 

Seção 2 – Taxas de desocupação, de subocupação e de subutilização da Força de Trabalho

Analisando a taxa de desocupação (Gráfico 2) – representada pelo percentual de Pessoas Desocupadas em relação às Pessoas na Força de Trabalho –, é possível notar um nível mais elevado de desocupação para as mulheres com relação ao dos homens nos três trimestres analisados. Para o total do Brasil, a taxa se manteve praticamente constante, apresentando uma leve queda no 3º trimestre de 2019 (11,8%), quando comparada com o 2º trimestre de 2019 (12%) e com o 3º trimestre de 2018 (11,9%). Mas, a observação das taxas para homens e mulheres indica que a queda relativa ao 3º trimestre de 2018 foi impulsionada pela maior redução da taxa de desocupação masculina, pois a feminina permanece superior à apresentada no ano passado (+0,3 ponto percentual) e apenas 0,2 ponto percentual menor do que a do trimestre anterior. A taxa de desocupação masculina no 3º. Trimestre de 2019 (10,0%) foi 0,5 ponto percentual menor do que o mesmo período de 2018 e 0,3 ponto percentual menor do que o trimestre anterior.

 

Gráfico 2: Taxa de Desocupação para o Brasil, Mulheres e Homens – 3º trimestre 2018, 2º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2019

Taxa de Desocupação para o Brasil, Mulheres e Homens - 3º trimestre 2018, 2º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

As taxas de Subocupação(4) brasileira, a das mulheres e a dos homens (Gráfico 3) – representadas pelo percentual de pessoas Subocupadas em relação às pessoas Ocupadas – apresentaram uma redução no 3º trimestre de 2019 com relação ao 2º trimestre do mesmo ano, porém todas as categorias analisadas (Brasil, Mulheres e Homens) ainda se encontraram maiores do que o 3º trimestre de 2018. Pode-se observar aqui também que as pessoas inseridas no mercado de trabalho não estão, necessariamente, utilizando todo o seu potencial de trabalho, em especial as mulheres que estão com taxas de subocupação de 9,2% das mulheres ocupadas.

Sendo assim, as taxas de subutilização da Força de Trabalho (Gráfico 4) do Brasil, das Mulheres e dos Homens – representadas pelo percentual de pessoas Desocupadas, Subocupadas e na Força de Trabalho Potencial, com relação à Força de Trabalho Ampliada(5) – permaneceram muito elevadas no 3º trimestre de 2019. Para as três categorias, houve uma redução da taxa no 3º trimestre de 2019 com relação ao trimestre anterior (para o Brasil, 24,8 versus 24,0%; para as mulheres 29,7 versus 28,9% e para os homens, 20,6 versus 19,9%). Comparando com o ano anterior, apenas a taxa de subutilização das mulheres do 3º trimestre de 2019 foi maior (28,6 versus 28,9%); a do Brasil e a dos homens até se reduziram um pouco. Além disso, a diferença da taxa de subutilização da força de trabalho entre homens e mulheres seguiu sendo de quase 10 pontos percentuais. Isso ocorre porque as taxas de desocupação, de subocupação e da população na força de trabalho potencial são consideravelmente maiores para as mulheres.

 

Gráfico 3: Taxa de Subocupação para o Brasil, Mulheres e Homens – 3º trimestre 2018, 2º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2019

Taxa de Subocupação para o Brasil, Mulheres e Homens - 3º trimestre 2018, 2º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

Gráfico 4: Taxa de Subutilização para o Brasil, Mulheres e Homens – 3º trimestre 2018, 2º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2019

Taxa de Subutilização para o Brasil, Mulheres e Homens - 3º trimestre 2018, 2º trimestre de 2019 e 3º trimestre de 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

 

Seção 3 – Taxa de variação (%), segundo a posição na ocupação

 

Como pode ser observado a partir da tabela 1, houve um aumento no número de pessoas ocupadas no 3º trimestre de 2019, quando comparado com o 2º trimestre de 2019. Para o Brasil como um todo, o número de ocupados aumentou 0,5%, sendo um aumento de 0,2% para as mulheres e 0,7% para os homens. Embora o crescimento total tenha sido positivo, algumas categorias de ocupação apresentaram decréscimos importantes.

 

Tabela 1: Pessoas ocupadas, segundo a posição na ocupação e o sexo – Taxa de variação (%) 3º trimestre de 2019 versus 2º trimestre de 2019

[google_table rows=”11″ cols=”4″ show_row_number=”1″ heads_values=”^Brasil^Mulheres^Homens” heads_types=”string^string^string^string” sc_id=”sc1584116743064″]EMPREG. SETOR PRIVADO CC^-0,4^-0,5^-0,3__GOOGLE_TABLE_ROW__EMPREG. SETOR PRIVADO SC^2,9^2,3^3,2__GOOGLE_TABLE_ROW__TRAB. DOMÉSTICO CC^-2,2^-3,0^3,9__GOOGLE_TABLE_ROW__TRAB. DOMÉSTICO SC^1,4^2,4^-13,7__GOOGLE_TABLE_ROW__EMPREG. SETOR PÚBLICO CC^-4,6^-3,4^-6,2__GOOGLE_TABLE_ROW__EMPREG. SETOR PÚBLICO SC^4,7^5,5^3,4__GOOGLE_TABLE_ROW__MILITAR E SERVIDOR ESTATUTÁRIO^-0,4^-1,4^0,9__GOOGLE_TABLE_ROW__EMPREGADOR (A)^0^1,5^-0,7__GOOGLE_TABLE_ROW__CONTA PRÓPRIA^1,2^0,2^1,7__GOOGLE_TABLE_ROW__TRABALHADOR FAMILIAR AUXILIAR^-3,5^-2,5^-5,1__GOOGLE_TABLE_ROW__TOTAL^0,5^0,2^0,7[/google_table]

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

Assim, nota-se uma redução no número de pessoas ocupadas como trabalhadores (mulheres e homens) do setor privado com carteira assinada (-0,5 e -0,3%, respectivamente) e do setor público com carteira assinada (-3,4 e -6,2%, respectivamente), assim como dos trabalhadores familiares auxiliares (-2,5 e -5,1%, respectivamente. Já o trabalho doméstico com carteira e os militares ou servidores estatutários apresentaram redução apenas para o Brasil como um todo (-2,2 e -0,4%, respectivamente) e para as mulheres (-3,0 e -1,4%, respectivamente). As reduções apresentadas nos trabalhos mais estáveis, com carteira assinada ou de carreiras públicas, são acompanhadas pelo aumento de posições mais precárias, tais como, conta própria (aumento de 0,2% para as mulheres e 1,7% para os homens) e empregados dos setores privado e público sem carteira (para o setor privado sem carteira, as ocupações das mulheres aumentaram 2,3% e a dos homens 3,2% e, para o setor público sem carteira, o número de mulheres ocupadas se elevou em 5,5% e o dos homens, 3,4%). Dessa forma, o crescimento do número de pessoas ocupadas no 3º trimestre de 2019 se elevou um pouco, porém em detrimento de ocupações mais formais e estruturadas, definindo provável piora nas condições de trabalho.

 

Seção 4 -Motivos para não estar na Força de Trabalho

Outro resultado importante a ser observado a partir da PNAD contínua é o motivo pelo qual a pessoa não pôde fazer parte da Força de Trabalho(6).

 

Gráfico 5: Motivos para não estar no mercado de trabalho no 3º trimestre de 2019

Motivos para não estar no mercado de trabalho no 3º trimestre de 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

Dentre os motivos considerados pelo IBGE, os destaques ficam para pessoas que não podem estar no mercado de trabalho por serem consideradas idosas ou jovens demais ou por estarem cuidando dos afazeres domésticos. Como pode-se notar no gráfico 5, 24,5% das pessoas são consideradas idosas ou jovens demais para trabalhar, sendo desse percentual 14,9 pontos percentuais (p.p.), mulheres e 9,5 p.p., homens. O segundo principal motivo de afastamento do mercado de trabalho é o cuidado dos afazeres domésticos, sendo que 19,9% das pessoas estão fora do mercado por esse motivo. Aqui o destaque fica para a elevada participação feminina nesse item: 18,9 p.p. das pessoas que não estão no mercado de trabalho são mulheres responsáveis pelos afazeres domésticos e apenas 0,9 p.p. são homens afastados pelo mesmo motivo. Em terceiro lugar, as pessoas não estão na força de trabalho por problemas de saúde ou por gravidez, representando 17,9% dos motivos, sendo a maioria das pessoas que alegaram essa razão as mulheres também (10,1 p.p.). Apenas em quarto lugar estão os estudantes, sendo 16,8% do total (sendo a divisão entre mulheres e homens bem equilibrada, como é possível ver no gráfico). Os dois últimos motivos, não querer trabalhar ou outro motivo, somam 20,9% (também com uma divisão equilibrada entre mulheres e homens).

 

Seção 5 -Rendimentos

Os gráficos comparativos de rendimentos(7) estão apresentados de tal forma que o rendimento médio do Brasil no 3º trimestre é o rendimento de referência, valor 100 no gráfico. Os demais rendimentos são avaliados comparativamente ao rendimento médio do Brasil.

●      Cor ou raça
Aqui, as pessoas foram separadas de tal forma a apresentar, primeiramente, os rendimentos médios do Brasil (esta é a base 100), das mulheres e dos homens. Depois as pessoas foram separadas de acordo com a cor ou raça – brancos/amarelos, pretos/pardos e indígenas – e, também, pelo gênero.

 

Gráfico 6: Rendimento médio relativo por gênero e cor ou raça, 3º trimestre de 2019

Rendimento médio relativo por gênero e cor ou raça, 3º trimestre de 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

Assim, é possível notar, a partir da observação do gráfico 6, que as mulheres pretas/pardas apresentaram o menor rendimento médio da população, equivalente a 64% do rendimento médio do Brasil. Elas foram seguidas pelas mulheres indígenas, com apenas 79,9% do rendimento médio da população e depois por homens pretos/pardos (80,1%). Já no outro extremo, situaram-se os homens brancos/amarelos, com um rendimento equivalente a 148,2% ao rendimento médio do Brasil, sendo seguidos pelas mulheres brancas/amarelas (111,5%), mostrando como o recorte por cor, raça ou etnia também é muito relevante no contexto da desigualdade de rendimentos no Brasil.

●      Nível de instrução
Outro fator importante a ser considerado na questão da desigualdade de renda é o nível de instrução. É de se esperar que o aumento do nível de instrução acarrete um aumento nos rendimentos. Novamente, considera-se, no gráfico 7, o rendimento médio do Brasil como o valor de referência (com base igual a 100) e os demais rendimentos são comparados a esse de acordo com o nível de instrução e o gênero. É possível notar que apenas as mulheres com nível superior completo foram capazes de ultrapassar o rendimento médio da população, chegando a receber 175% do rendimento médio total. Porém, nos demais níveis de instrução, o rendimento médio das mulheres foi sempre inferior ao do total, saindo de 35,9% do rendimento médio do Brasil (para as mulheres sem instrução) e chegando em 71,6% da média brasileira com nível de instrução superior incompleto. Para os homens, a realidade foi um pouco diferente, porém não muito. Eles se aproximaram do rendimento médio do Brasil com o ensino médio completo (90,9%), e conseguiram ultrapassar o rendimento médio do Brasil já no ensino superior incompleto (121%). Contudo, a maior diferença aparece para o nível superior completo. Os homens receberam 282,9% da média da população, distanciando-se grandemente dos rendimentos femininos nessa categoria de instrução (175% da média brasileira).

 

Gráfico 7: Rendimento médio relativo por gênero e instrução, no 3º trimestre de 2019

Rendimento médio relativo por gênero e instrução, no 3º trimestre de 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

Esse gráfico também revela o crescimento da desigualdade de renda entre mulheres e homens de acordo com o aumento do nível de escolaridade. Afinal, as mulheres sem instrução auferiram cerca de 87% do rendimento dos homens na mesma categoria, enquanto as mulheres com nível superior completo receberam apenas 61,8% dos salários dos homens com a mesma instrução. Sendo assim, embora maiores níveis de instrução sejam capazes de elevar os rendimentos das mulheres, esse movimento não acarreta redução das diferenças de renda com relação aos homens.

●      Cargo
O gráfico 8 compara as diferenças de renda entre homens e mulheres de acordo com os cargos ocupados. Antes de iniciar os comentários do gráfico, salienta-se que nem todos os cargos foram considerados na sua construção; foram selecionados apenas aqueles mais representativos para a análise da desigualdade salarial.

É possível notar, examinando o gráfico 8, alguns cargos capazes de ultrapassar o rendimento médio do Brasil. São eles: Diretores e Gerentes, Profissionais da Ciência, os Técnicos e Profissionais de Nível Médio, assim como os membros das Forças Armadas, que atingiram patamares superiores ao rendimento médio da população. Porém, nem todos os cargos seguiram o mesmo padrão: os três primeiros apresentaram uma grande desigualdade de rendimentos entre as mulheres e os homens, enquanto o último apresentou pequena desigualdade e média das mulheres chegou a ser superior ao rendimento médio dos homens.

Os homens nos cargos de Diretores e Gerentes alcançaram rendimento médio 3 vezes maior ao do Brasil (301,8%). Já as mulheres nos mesmos cargos ficaram com 214,5% da média da população. Assim, para esses mesmos cargos de direção e gerência nas organizações, as mulheres receberam apenas 71% dos rendimentos dos homens. A situação é bem semelhante para os cargos de técnicos e profissionais de nível médio, cargos nos quais as mulheres ganharam 73% dos rendimentos dos homens.

Um dos cenários de maior desigualdade de renda ocorre entre os profissionais da ciência, onde os homens atingiram 294,1% da média da população e as mulheres 185,6%. Portanto, as mulheres auferiram rendimentos nesses cargos que representaram 63% do rendimento médio dos homens.

 

Gráfico 8: Rendimento médio relativo por gênero e cargo, no 3º trimestre de 2019

Rendimento médio relativo por gênero e cargo, no 3º trimestre de 2019

Fonte: Microdados PNAD contínua trimestral – IBGE. Elaboração NPEGen.

 

Está nos cargos das forças armadas a única situação dos dados apresentados pela PNAD onde as mulheres ultrapassaram os rendimentos dos homens (os rendimentos médios são 237,9% para as mulheres e 221% para os homens da média do Brasil. Contudo, neste caso, ressalte-se a pequena diferença entre os rendimentos de homens e mulheres (o dos homens é equivalente a 92,8% da média das mulheres). Além disso, saliente-se a pequena participação das mulheres nesses cargos.

 

1 São classificadas como ocupadas na semana de referência as pessoas que, nesse período, trabalharam pelo menos uma hora completa em trabalho remunerado em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas, treinamento etc.), ou em trabalho sem remuneração direta em ajuda à atividade econômica de membro do domicílio ou parente que reside em outro domicílio, ou, ainda, as que tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas nessa semana.
2 São classificadas como desocupadas na semana de referência as pessoas sem trabalho em ocupação nessa semana que tomaram alguma providência efetiva para consegui-lo no período de referência de 30 dias, e que estavam disponíveis para assumi-lo na semana de referência. Consideram-se, também, como desocupadas as pessoas sem trabalho na semana de referência que não tomaram providência efetiva para consegui-lo no período de referência de 30 dias porque já o haviam conseguido e iriam começá-lo em menos de quatro meses após o último dia da semana de referência.
3  Os motivos para as pessoas se classificarem nesse subgrupo estão expostos na Seção 4.
4 São classificadas como Pessoas Subocupadas aquelas que trabalharam menos do que 40 horas semanais no seu único trabalho ou no seu conjunto de todos os seus trabalhos, gostariam de trabalhar mais horas do que as habitualmente trabalhadas e estavam disponíveis para trabalhar mais horas no período de 30 dias, contados a partir do primeiro dia da semana de referência.
5 Força de trabalho Ampliada corresponde à soma das pessoas na Força de Trabalho (FT) com as pessoas na Força de Trabalho Potencial (FTP)
6 Como já definido na seção 1 deste Boletim, são consideradas pessoas que estão Fora da Força de Trabalho (FFT) tanto aquelas na denominada Força de Trabalho Potencial (FTP) – que são as pessoas que buscaram por trabalho, mas estavam indisponíveis, e aquelas que não empreenderam esforços para a busca por trabalho em função do desalento, mas que mostraram desejo por trabalhar – quanto aquelas pessoas que estão fora da força de trabalho potencial (Fora da FTP) – aquelas que não realizaram esforços para buscar trabalho porque não desejavam trabalhar. Nesta seção 4, estão os motivos das pessoas categorizadas como fora da força de trabalho, nessas três situações.
7 Utilizou-se aqui o rendimento médio habitualmente recebido. De acordo com o Glossário da PNAD contínua, “O rendimento habitual consiste no rendimento recebido por empregados, empregadores e trabalhadores por conta própria, mensalmente, sem acréscimos extraordinários ou descontos esporádicos.

 

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Expediente

FACAMP Mulheres no Mercado de Trabalho é uma publicação trimestral do NPEGen – Núcleo de Pesquisas de Economia e Gênero da FACAMP que repercute os resultados dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE.
A FACAMP é uma faculdade privada fundada em 2000 por João Manuel Cardoso de Mello, Liana Aureliano, Luiz Gonzaga de Melo Belluzzo e Eduardo Rocha Azevedo. Com 100% de Mestres e Doutores, seu curso de Economia recebeu 5 estrelas do Guia do Estudante.

Núcleo de Pesquisa de Economia e Gênero da FACAMP
npegen@facamp.com.br

Pesquisadores
Daniela Salomão Gorayeb, Georgia Christ Sarris, Juliana de Paula Filleti e Maria Fernanda Cardoso de Melo.

Como citar esta nota
GORAYEB, D.; SARRIS, G. C; FILLETI, J.; CARDOSO de MELO, M.F. “Boletim Mulheres no
mercado de trabalho – 2º trim. 2019”. In FACAMP: MMT. Campinas: Editora FACAMP,
volume 01, número 02, agosto de 2019.

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